segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ser e Ter

Parece um tanto quanto piegas escrever sobre isso, ainda mais nos dias de hoje, onde tudo é banal. Todo e qualquer sentimento foi banalizado pelo ser humano. É falta de respeito seguida de falta de respeito. Mas não me ponho no pedestal da perfeição. Erro bastante também, e como erro.


Erro quando deixo um sonho evaporar no ar;
Erro quando deixo ser pisado sob qualquer circunstância;
Erro quando me deixo à margem do futuro.


Me pedem para conceituar e defender um projeto para 300 pessoas. Meu Deus, nem bem conceituei a minha própria vida, capenga e cheia de rupturas. Agridoce e cinzenta por vezes. Com falhas passadas e permanência presente.


Ruim é ter planos concretos, traçar as metas coerentes com seu potencial de ação, mas permanecer inerte de 60 em 60 segundos, vendo o Sol se pôr, vendo o Sol nascer. E vendo minha teimosia de não renascer.


Será isso medo do sucesso?
Será medo de fazer e fazer e depois fracassar?
Todos estão sujeitos ao fracasso?
Certo que não, somente os que pelo menos tentam...


Então porque tenho medo se me privo até de tentar?
Taí uma excelente questão. A maturidade me trouxe mais medos ainda. Sempre pensei que ter medo fosse condição de falta de vivência, mas não o é. Fato!


Ficou bem subjetiva a minha definição de "ser e ter", assim como a minha vida, à margem da objetividade..

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