terça-feira, 30 de agosto de 2011

Incerto

...e foi assim que tudo aconteceu.
Daqui em diante é um misto de fantasia e realidade, remodelados a cada nascer de Sol e a cada minuto contado no relógio. Relativo é este que chamarei de tempo. Não é seu nome verdadeiro, mas assim ele prefere ser chamado. Em dado momento, decidiu-se que não haveria mais razões para chorar e que a dor não mais existiria. Mas a dor pertence ao tempo, bem como o próprio tempo. Na verdade, essa relatividade não se dá por nenhum movimento infundado de nuvem e nenhum estranho canto de pássaro. O tempo consegue desempenhar tanto o papel de carrasco quanto o de protetor.

sábado, 27 de agosto de 2011

Simples oportunidade. Simples acaso.

Simples parece não ser. E talvez nem seja mesmo.
Penso que certas vivências nos colocam em certos patamares. Não necessariamente por nossa vontade, mas porque a vida é assim. Nos deixam fechados, retraídos, perdidos em nosso próprio eixo ou em outro eixo qualquer, que de nossa aconchegante órbita, nos mova. Mas calma.. onde estava escrito que nós queríamos nos mover? Onde estava escrito que nós pensaríamos tais coisas ou cogitaríamos tais sentimentos?

Simples parece não ser. E talvez nem seja mesmo. Complexa só se torna a vida, se nós não falarmos nunca o que pensamos ou sentimos. Sempre falar também pode ser perigoso. Achar o meio termo é o desafio. Os achismos fazem parte desse emaranhado de vidas que se ligam e se misturam, em outro emaranhado chamado acaso. E dizem que este último é o grande mestre do espetáculo. Se é, de fato, não sei.

Simples parece não ser. E talvez nem seja mesmo. Em dado momento da vida, um amigo me disse que melhor do que esperar pelas oportunidades certas, é criá-las. Teoria perfeita. Mas como? Depende! Nesse caso, voltaremos ao início. Certas vivências nos deixam à vontade para criar estas tais oportunidades. O grande desfecho é que de nada adianta criá-las, se você não puder contar com o grande mestre do espetáculo, citado acima.